quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SOBRE TRAUMAS, SUPERAÇÃO E CARTEIRAS DE MOTORISTA


E aí pessoal!!!! Passei na prova de carro!!! Daqui duas semanas (se a burocracia deste país deixar) estarei com minha carteira de motorista nas mãos!!! E aos 28 anos de idade! É uma vitória!
Na verdade, conseguir a habilitação pode parecer banal para muitas pessoas, mas não para mim. Para mim é uma conquista. E não só porque eu reprovei duas vezes antes de conseguir, mas porque eu nunca pensei que um dia pudesse dirigir.
Sempre que eu olhava o transito, os carros, aquele caos, eu pensava "meu Deus, acho que vou precisar de um motorista particular!". Já tinha me conformado com o fato de ser incapaz de dirigir uma moto ou um automóvel. Nunca tive muita coordenação motora nos pés e achava que isso, aliado ao fato de eu ter uma péssima memória para ruas e lugares, me impediria de ser um motorista.
Além disso, tinha também os traumas...
Aos 14 anos peguei o passat do meu pai escondido e subi com ele no canteiro de uma avenida. Nesta mesma época bati com o carro em duas motos e as arrastei por alguns metros.
Mas o pior foi quando capotei uma kombi que eu nem podia estar dirigindo, já que não tinha carta. A culpa recaiu sobre o motorista que, com muita boa vontade, me deixava dirigir escondido numa estrada de terra. Quando me vi ali, caído, com a kombi virada de ponta cabeça pensei: "É, acho que não é para eu dirigir mesmo".
Aí comprei uma moto. Sem carta. Aos poucos fui aprendendo a dirigi-la. Por fim, me tornei um bom motorista de moto, dirijo com prudência, não corro muito e nem costuro muito no trânsito. Mas faltava o carro. E agora não falta mais!!! Passeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!! Nem acredito!
Gente, a vida é isso, superação e conquista. Traumas? Só existem para aqueles que se deixam traumatizar. Eu poderia nunca mais querer ver um carro na minha frente, mas decidi que eu quero ver e dirigir um carro.
Um dia li uma frase que resume bem o assunto de hoje: O importante não é o que aconteceu com você. O importante é o que você faz com o que aconteceu com você!
Ou seja, nós criamos nossos traumas quando não sebemos lidar com determinados acontecimentos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

SOBRE BLOGS, SONHOS E FRUSTRAÇÕES


Gente, ter um blog não é fácil. Ao mesmo tempo que tenho tanta coisa pra dizer, as vezes não consigo dizer nada. Faz tempo que não posto nada novo. Fazer o que, a vida é assim, tanta coisa pra fazer.
Aliás, a minha vida é meio assim. Penso em muita coisa e concretizo muito pouco. Tenho tantos sonhos e não consigo realizar praticamente nenhum. Não que minha vida seja uma droga, não!
Tenho uma vida maravilhosa. Sou cercado por pessoas maravilhosas que eu amo e que me amam também. Isso é o que mais importa na vida. Mas existe dentro de mim que quer ser grande, que quer realizar grandes coisas! Não estou falando em dinheiro não. Estou falando de feitos.
Quero muito escrever um livro, por exemplo. Mas nunca termino os que começo. Isso é frustrante. Esse blog é meio que um comecinho de um projeto maior que é fazer alguma coisa de bom e de útil para alguém.
Espero que eu tenha ânimo para continuar sempre porque a vida é curta e é preciso vivê-la com intensidade.
Fioca aí um conselho: Vivam com intensidade, sem se preocupar com regras ou convenções sociais. Sem se preocupar com o que os outros vão pensar. Apenas não deixem de fazerem os outros felizes e, consequentemente, de encontrarem a felicidade. Só assim a vida vale a pena.
Até qualquer dia...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CRÍTICA: DISTRITO 9


     
    Poucas vezes vi um filme sobre extraterrestres tão bom quanto este Distrito 9, do diretor sul africano Neil Blomkamp. Já falei um pouco sobre o tema do filme em outro post, mas aqui farei uma pequena crítica.
    Bom,  vamos à  história: o filme fala sobre um grupo de extraterrestres que se parecem com baratas cuja nave, sabe lá Deus por que, empaca sobre a cidade de Joannesburgo, capital da África do Sul. Alguns meses depois, o governo invade a nave e descobre centenas de extraterrestres passando fome em seu interior. Interessados mais em dominar do que em salvar, os soldados resgatam os aliens e os colocam em um terreno logo abaixo da nave. Este assentamento era para ser provisório mas, vinte anos depois, os aliens ainda estão lá, morando em barracos, se alimentando de lixo e comida de gato e realizando pequenos atos de vandalismo nas redondezas de sua favela, que ficou conhecida como Distrito 9.
   A população humana, claro, não aceita a permanência dos "camarões", como são chamados pejorativamente, ali tão perto e exigem sua retirada imediata. É aí que começa toda a ação do filme. Durante a tentativa de retirar os aliens e levá-los para um campo de concentração, um funcionário da empresa contratada para fazer o serviço é infectado por uma substância que, pouco a pouco, o transforma em um alien.
   O sujeito, que como todos ali, odeiam os aliens, tem então que se unir a um deles para fugir do governo que quer dissecá-lo a fim de descobrir como utilizar as armas alienígenas que não funcionam em mãos humanas.  A partir daí o filme vira meio que um "Inimigo Meu", com duas raças que se odeiam tendo que conviver juntas e se ajudar para alcançarem objetivos diferentes.
   Embora o filme seja muito melhor do que a maioria dos filmes de aliens já lançados, que geralmente mostram os ets como vilões, Distrito 9 deixa um pouco a desejar. Sinceramente achei que o filme seria mais sério, mais dramático, mais emocional. Infelizmente, o diretor desperdiçou um ótimo e inovador argumento colocando cenas de ação desnecessárias, certamente para atrair mais público e fazer mais dinheiro.
   Não que o filme seja ruim, longe disso. Como já disse no começo da crítica, ele é bom como poucos. Ouso até colocá-lo entre os cinco melhores filmes de extraterrestres (na minha opinião, claro): "Contatos Imediatos de Terceiro Grau"; "ET - o Extraterrestre"; "Inimigo Meu"; "Presságio" e agora "Distrito 9". Mas ele poderia ser bem melhor se mantivesse o tom de documentário do começo e se, ao invés de cenas de ação, tivesse dado mais tempo de tela para discussões à respeito da tendência humana e, talvez, de seres intelectualmente superiores, de dominarem os menos inteligentes. Afinal, é disso que o filme trata, da natureza dominadora e predatória dos mais capacitados diante dos mais fracos. A diferença é que, aqui, os mais fracos são os alienígenas.
   Com ótimos efeitos especiais e uma direção de arte magnífica que faz a gente ficar incomodado diante da sujeira dos cenários ou da nojeira das caracterizações, Distrito 9 abre um precedente na história dos filmes de extraterrestres. Depois dele vai ser difícil ver os ets como monstros invasores do espaço.
   O que não deixa de ser justo, afinal, nunca vimos ets fazendo maldades. Agora, humanos... vemos todos os dias...


Somente para humanos!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

FILMES DE FANTASIAS

Hoje estou com muita vontade de escrever. É que estou no trabalho, sem nada para fazer (mentira, tem sim, mas eu não vou fazer e pronto!).
Bom, por isso, resolvi escrever sobre outra de minhas paixões: Filmes de Fantasia.
Primeiramente vamos deixar bem claro o que é um filme de fantasia. Para mim, é aquele que se passa em um mundo mágico e misterioso, cheio de seres e criaturas extraordinárias. Os protagonistas geralmente são crianças e não há muita violência. São filmes onde se encontra facilmente bruxas, magos, cavaleiros, dragões, elfos, anões, fadas, princesas e todo tipo de personagens encontrados também em RPGs de Fantasia.
Na verdade, tanto os filmes quanto os RPGs de Fantasia são baseados no clássico O Senhor dos Anéis. Este, por sua vez, baseava-se nos contos e lendas europeus, sempre tão cheios de bruxas e duendes. O que Tolkien fez foi amadurecer estes contos e transformá-los em um épico para adultos. Os pequenos e simpáticos anões da Branca de Neve se transformaram em robustos e nervosos anões barbudos e com grandes machados. Os alegres e saltitantes elfos e leprechaus cresceram e se tornaram altos, belos e imortais. Foi uma revolução!
O cinema sempre soube produzir bons filmes de fantasia. É claro, existe muita porcaria por aí, mas tem muitos filmes maravilhosos. A maioria deles é baseado em livros. Num outro momento falarei um pouco sobre os Livros de Fantasia e de como eu gosto de escrever este tipo de histórias. Minha intenção agora não é analisar cada história, apenas apresentar as minhas preferidas. Aqui vão os 5 primeiros:

1 - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Clássico dos clássicos! A história, de Lewis Carroll, foi publicada pela primeira vez em 1865 e o filme da Disney foi lançado em 1951. Existiu um filme mudo lançado em 1903, mas é pouco conhecido. O talentoso diretor Tim Burton está produzindo uma nova versão com Johnny Depp no papel do Chapeleiro Louco e com estréia prevista para 2010. Sucesso na certa!

2 - PETER PAN
 

  Outro clássico. Foi escrito por J. M. Barrie e lançado em 1911. O filme da Disney foi lançado em 1953. É um dos meus favoritos. A idéia de um lugar onde as crianças não crescem é fantástica e cheia de significados que vamos analisar em uma outra oportunidade.

3 - O MÁGICO DE OZ


O livro foi publicado em 1900 com o nome de O Maravilhoso Feiticeiro de Oz. O filme mais famoso, com Judy Garland no papel de Doroth, foi lançado em 1939 utilizando a inovadora técnica do Technicolor.

4 - O SENHOR DOS ANÉIS
 
Publicado em 1954, foi o divisor de águas na literatura fantástica. O autor, J. R. R. Tolkin, católico fervoroso, encheu a história de alegorias cristãs. Um assunto para ser discutido mais tarde. Os filmes, lançados entre 2001 e 2003, foram um fenômeno inesperado, ganhando 14 Oscars e tornando a obra conhecida mundialmente.

5 - AS CRÔNICAS DE NÁRNIA
 
Assim como Tolkien, C. S. Lewis, autor das Crônicas de Nárnia, era um católico devoto. E também mostrou isso por meio de suas história. O Leão Aslan, por exemplo, é o Deus de Nárnia, fazendo referência ao Leão de Judá, como é chamado Jesus Cristo. O primeiro livro foi publicado em 1950 e o primeiro filme foi lançado pela Disney em 2005.


Esta foi a primeira parte da minha lista de Melhores Filmes de Fantasia. Aguardem a próxima parte!

SOBRE ALIENS E EXCLUSÃO SOCIAL


Estreou nesta sexta o filme Distrito 9. Farei uma crítica sobre ele na segunda, pois vou assisti-lo neste final de semana.
Mas o que quero discutir aqui hoje é a abrangência do tema escolhido pelo diretor Neill Blomkamp, sul-africano que decidiu filmar seu filme justamente em sua terra natal, tão marcada por conflitos raciais e pelo famigerado Apartheid.
Mesmo sem ainda ter assistido o filme, já deu para perceber que ele é diferente de todos os outros filmes de extraterrestres já lançados. E cabe aqui uma pequena retrospectiva:
Um dos primeiros filmes com essa temática foi Guerra dos Mundos, baseado no livro homônimo de 1898, escrito por H.G.Wells. a primeira versão foi lançada em 1953 e mostrava a terra sendo invadida por alienígenas maus que queriam roubar os recursos naturais de nosso planeta.
Depois veio Plano 9 do Espaço Sideral, lançado em 1959 pelo diretor (?) Ed Wood. O filme mostrava uma invasão de alienígenas vampiros (!) que gostavam de sangue de mocinhas. Mais trash impossível.
Bom, aí vieram  Contatos imediatos de terceiro grau (1977), Invasores de Corpos (1878), Alien, o oitavo passageiro (1979),  E.T. o Extraterrestre (1982), Cocoon (1985), Inimigo meu (1985), Predador (1987), Fogo no céu (1993), Independence Day (1996), Sinais (2002), O dia em que a terra parou (1951 e 2008) e bom, a lista é imensa, não dá para colocar todos os filmes deste gênero, que é um dos meus preferidos.
O fato é que praticamente todos os filmes de extraterrestres os mostram como uma ameaça à humanidade. Isso é perfeitamente possível de entender, entretanto. O homem sempre temeu aquilo que não conhece e com os ets não ia ser diferente. Quando, em 1947, Kenneth Arnold viu aqueles nove discos voadores voando em formação sobre o Monte Rainier estava lançado mais uma nova fobia na já enorme lista de medos humanos. Aqueles ovnis logo foram tidos como naves alienígenas e seus ocupantes só poderiam ser maus, já que tinham tanta tecnologia (!).
Um dos poucos cineastas que conseguiu mostrar o lado bom dos extraterrestres foi Steven Spielberg, que com o clássico Contatos Imediatos de Terceiro Grau (meu preferido), conseguiu mostrar aliens bondosos e delicados que não tinham a intenção de dominar a Terra.
Bom, aí chegamos a Distrito 9. O filme conseguiu o feito de se diferenciar de todos esses filmes que citei e de todos os que me esqueci. É um filme diferente, inovador. Não pela maneira de contar a história, como um pseudo-documentário, estilo já visto antes em Cloverfield e outros filmes menos populares. Não! A diferença está na maneira de ver os alienígenas. Ouso dizer que Distrito 9 fará pelo gênero aquilo que Spielberg fez com Contatos... em 1977.

Os aliens de Distrito 9 são pobres, excluídos, maltratados. Sofrem preconceito, são discriminados por seres diferentes. Moram em um gueto e são levados para uma espécie de campo de concentração. São tratados como animais irracionais apenas por não pertencerem a raça humana ou por serem superiores a esta.
É uma visão original e dramática de como o homem pode ser capaz de segregar aqueles que são diferentes. Ora, ele fez e faz isso com os da mesma espécie, só por causa da cor da pele, da religião ou da opção sexual! Porque não faria então com um ser que se parece com um camarão ( como são chamados, pejorativamente, no filme).

Distrito 9 é, antes de tudo, uma crítica social, um tapa na cara daqueles que se acham superiores só porque, aparentemente, são perfeitos. Ainda não vi o filme, mas já estou torcendo pelos Ets!!!