quinta-feira, 1 de novembro de 2012

DISNEY E STAR WARS

Pois é, esta foi a notícia da semana (pelo menos para os nerds. Para os não-nerds foi o furacão Sandy...) e por isso eu não poderia deixar de comentar essa notícia: A Disney comprou a Lucasfilm e, consequentemente, é dona da franquia e do universo Star Wars!
 
Muitos, principalmente os fãs xiitas, acharam isso um erro, mas eu, particularmente, achei o máximo, a melhor notícia do ano, um acontecimento!!! E sabe por quê? Porque finalmente a saga poderá ser refilmada! Isso mesmo, eu sempre defendi a refilmagem de TODOS os episódios, não apenas dos clássicos, mas de todos mesmo. Isso, para a maioria dos fãs é uma heresia mas, eu sou meio herético mesmo...
 
Na verdade, sempre que eu assisto Star Wars (e eu assisto sempre) eu sinto falta de uma coerência, uma liga, uma simbiose que os seis filmes não possuem. Sei que os episódios originais são verdadeiros clássicos e blá, blá, blá, mas eu acho que eu tenho o direito de querer ver a história toda de uma maneira coesa. Não estou falando somente de imagem e efeitos especiais, mas também e, principalmente de história. Sim, porque, por mais que George Lucas sempre tenha falado que sempre pensou na saga inteira, desde o começo, é visível como certas coisas foram criadas recentemente e outras foram colocadas ali só para agradar os fãs. Vejam o caso dos adoráveis robôs R2D2 e C3PO. Não tinha necessidade nenhuma deles ali nos episódios I, II e III. George os colocou só porque sabia que os fãs iriam adorar vê-los ali e porque são alívios cômicos. Por outro lado, sinto que George não queria ter deixado Jar Jar de lado após o sofrível episódio I, mas foi obrigado, novamente, pelos fãs, que odiaram o personagem (eu gosto dele).
 
Da mesma forma, é perceptível que os episódios clássicos não são, nem de longe, o que George tinha planejado. Simplesmente não havia tecnologia para acompanhar a imaginação do criador. E por mais que os efeitos especiais sejam espetaculares para a época, ainda estavam num nível tão baixo que George teve que deixar de lado muitas das suas idéias. É natural, portanto, que ele quisesse fazer os episódios I, II e III.
 
Portanto, quando eu digo que espero uma refilmagem de todos os episódios, estou querendo dizer que gostaria muito de poder sentar numa cadeira de cinema para assistir a uma história completa. Porém, primeiramente era preciso que George não fosse o diretor dos filmes, pois ele é um ótimo contador de histórias, mas um péssimo diretor. E agora isso é possível!!! A Disney pode colocar o diretor que ela quiser para dirigir os novos filmes!!!
 
Eu sei que eles já anunciaram Star Wars VII para 2015, mas, ainda acredito que eles vão mudar de idéia e decidir refilmar tudo antes de lançar o novo episódio. Tudo bem, duvido que eles vão refilmar os episódios recentes, mas é uma pena não o fazerem, já que são os mais interessantes e aos mesmo tempo os mais pobres em termos de roteiro.
 
Por isso, para ajudar os executivos da Disney, decidi postar aqui os meus roteiros para a refilmagem dos seis episódios já lançados.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

CRITICA - O ESPETACULAR HOMEM ARANHA


                    

Primeiramente é necessário dizer que, embora nunca tenha gostado do Homem Aranha, me tornei um fã ardoroso da Trilogia do Sam Raimi. Gostei, inclusive do terceiro filme, já que meu personagem preferido do universo aracnídeo, o Venom, estava lá (ou parecia ser ele). Por isso, foi com um pé atrás que recebi a notícia de que, ao invés de seguir a franquia com um Homem Aranha 4, os produtores tinham decidido reiniciar tudo. Peraí! Mas já? Só porque o terceiro filme não foi tão bom assim? Bom, as verdadeiras razões nunca serão conhecidas mas o caso é que fui ontem assistir a O Espetacular Homem Aranha com os dois pés atrás. E não é que me surpreendi?

Sim, o filme é bom. Muito bom. O problema é que o Homem Aranha do Tobey Maguire ficou martelando minha cabeça o tempo todo, me obrigando a fazer comparações e isso tirou um pouco a graça do filme para mim. O Andrew Garfield também me atrapalhou um pouco. Embora tenha entregado uma ótima atuação, não achei que ele tenha sido uma escolha acertada. A cabeça dele é grande demais...

Outra coisa que me atrapalhou foi a ausência do J. J. Jamenson. Até entendo que deixaram muita coisa para as possíveis sequências e que o editor do Clarim Diário não tem importância central na vida do Peter, mas senti muita falta das gargalhadas que o J. K. Simmons proporcionava. Também não sei por que não mostraram o Norman Osborn, já que ele é o presidente da Oscorp. Acho que não decidiram que ator fará um papel tão importante assim. Mas o que mais senti falta foi dos vilões "normais". Quer dizer, a cidade é cheia de mafiosos e chefes do crime, como o Cabeça de Martelo, o Lápide e o Rei do Crime, mas nenhum deles dá as caras, nenhum deles se incomoda em ver um novo vigilante surrando seus capangas. Se bem que, neste filme e nos anteriores, o Aracnídeo nunca se envolveu com o crime organizado, sempre com supervilões, o que acho decepcionante. Neste sentido, o extinto desenho O Espetacular Homem Aranha era muito mais interessante, já que os supervilões eram comandados por vilões comuns.

Ah, também tem o problema da nova Tia May. Sim, a Sally Field é ótima, não tem nem o que falar. Mas a antiga Tia May, vivida pela atriz Rosemary Harris, era tão fofa que não dá pra não lembrar dela. Já Charlie Sheen está bem melhor que o Tio Ben anterior, além de receber bem mais destaque. Achei, no entanto, que o evento que culminou com a morte do personagem foi muito "chinfrim" se comparado ao do outro filme, onde Parker se torna um lutador para ganhar dinheiro. Esta cena em particular, da morte do Tio Ben, torna evidente a falta de necessidade deste reboot.

Quanto ao vilão, achei que a escolha foi infeliz. O Lagarto, na minha opinião, não tem cacife para ser o vilão principal de um filme deste quilate. No máximo poderia ser um vilão secundário, alguém manipulado por um vilão maior, que poderia bem ter sido o Abutre (opa, acho que era isso o que Raimi queria e que os executivos não deixaram...). Enquanto está como humano, Dr Connor é até interessante, mas quando se transforma no Lagarto fica totalmente desinteressante, a começar pelo visual. Sempre imaginei o Lagarto como uma iguana gigante, com espinhos, meio colorido até, mas optaram por colocar aquele rosto humano no bicho o que não ficou muito legal.

Mas o filme diverte e é isso que importa. E essa idéia de uma predestinação do Peter para ser o Aranha é interessante e se for bem explorada pode render ótimas histórias, já que sai do cinema com vontade de saber a verdade sobre os pais de Peter. As cenas de ação são maravilhosas, melhores até que da antiga trilogia, com poses absolutamente fiéis as dos quadrinhos. Os efeitos especiais são espetaculares o que contribui, junto com os machucados no rosto do heróis, para dar um ar de credibilidade à história.

E por fim, vamos falar de Gwen Stacy. Foi uma escolha mais que acertada, já que ela foi a primeira namorada de Parker. O problema é que, nos quadrinhos, ela morre nas mãos do Duende Verde. E vai ser uma pena se isso acontecer com a gracinha da Emma Stone no próximo filme, embora eu ache que é exatamente isso que vai acontecer.

Ah! Não entendi porcaria nenhuma daquela (desnecessária) cena no meio dos créditos.

NOTA: 3

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

STAR WARS - EPISÓDIO 1

Sexta-feira, dia 10, reestreou nos cinemas do Brasil "Star Wars - Episódio 1: A Ameaça Fantasma". E claro que eu, como bom starwarmaníaco que sou, estava lá na sessão de estréia. Claro que eu já tinha ido assistir o filme na sua estréia em 1999 e claro que eu já o tinha revisto novamente dezenas de vezes em dvd, mas eu jamais poderia perder a oportunidade de assisti-lo novamente na tela grande. O caso é que, na época de seu lançamento, o filme não foi bem recebido nem pela crítica e nem pelos fãs. Um pouco dessa decepção creio que tenha sido pelo tamanho da expectativa que este filme gerou. Acho que nunca um filme foi tão aguardado quanto este. Afinal, bem antes de ele ser lançado, a Trilogia Clássica já era um fenômeno e os fãs aguardavam ansiosos por novas histórias.

Agora, quase treze anos depois do lançamento do Episódio 1, percebo que o problema do filme é que ele é chato mesmo. Não tem ritmo, passa tempo demais em Tatooine, por exemplo. Porra, era só pedir ajuda para os outros jedis! Será que eles não tinham uma nave para resgatar seus companheiros? E aquela corrida de pods? Pra que 15 minutos de corrida? Totalmente dispensável. Isto sem dizer que, realmente, o garoto que faz o Anakin é mesmo sofrível, pelamordedeus, vai ser ruim assim na putaquepariu! Até a sempre ótima Natalie Portman tá ruim, sempre com aquela carinha triste.

Muitos (muitos mesmo!) reclamaram também de Jar Jar Binks, o gungan retardado que se junta a Qui Gon e a Obi Wan quando estes chegam a Naboo. Sim, ele não serve pra absolutamente nada, mas eu nunca entendi tanto ódio. Ele até que é bem engraçadinho. Tenho certeza que Tio George queria colocá-lo como um novo Chewbaca, mas, infelizmente, devido às críticas, acabou relegando o personagem ao ostracismo.

Por outro lado, George deu pouca importancia ao personagem que mais fez sucesso nesta nova Trilogia: Darth Maul. Sim, tá pra ser criado ainda um personagem tão fodástico quanto este sith zabrak. Mesmo com quase nenhuma fala ou cena relevante, Darth Maul conseguiu carregar o filme nas costas e o momento em que ele liga seu sabre de luz duplo é antológico. Mas, por razões que a própria razão desconhece, a anta do George Lucas decidiu matar o personagem no final, só pra colocar aquela porra do Conde Dookan como o aprendiz de Darth Sidious no segundo (ou quinto) filme. Pelo menos parece que George se arrependeu e ressuscitou Darth Maul na ótima série The Clone Wars, que passa no Cartoon Network. E o personagem voltou bem mais falastrão e meio louco até, com pernas robóticas e tudo. Bem legal.

O fato é que George perdeu uma ótima oportunidade de fazer um grande filme. Criou uma história complexa sobre crises políticas, mentiras e ascensão ao poder, mas perdeu tempo precioso com cenas e situações inúteis, como a passagem pela cidade submersa de Gungan City e a já citada passagem por Tatooine. Sim, eles precisavam encontrar Anakin, mas não precisava demorar tanto para isso. Até parece que um jedi não conseguiria levar a criança dali sem ter que recorrer a uma aposta idiota com Watto. E como não levaram também a mãe dele? Tiraram o filho dela e ainda deixaram a coitada continuar sendo escrava naquele deserto da porra. Eu teria virado sith.

E que idiotice é aquela da Rainha Amidála usar uma dublê para não ser morta ou sequestrada? Tudo bem que este artifício poderia ser útil em alguns momentos, mas como, em nome de Jesus, a dublê vestida de Rainha manda a verdadeira Rainha limpar o R2D2? Que disfarce é este meu Deus? Por que nem os jedis podiam saber quem ela era? Só pra ter uma surpresinha no final?