Sexta-feira, dia 10, reestreou nos cinemas do Brasil "Star Wars - Episódio 1: A Ameaça Fantasma". E claro que eu, como bom starwarmaníaco que sou, estava lá na sessão de estréia. Claro que eu já tinha ido assistir o filme na sua estréia em 1999 e claro que eu já o tinha revisto novamente dezenas de vezes em dvd, mas eu jamais poderia perder a oportunidade de assisti-lo novamente na tela grande. O caso é que, na época de seu lançamento, o filme não foi bem recebido nem pela crítica e nem pelos fãs. Um pouco dessa decepção creio que tenha sido pelo tamanho da expectativa que este filme gerou. Acho que nunca um filme foi tão aguardado quanto este. Afinal, bem antes de ele ser lançado, a Trilogia Clássica já era um fenômeno e os fãs aguardavam ansiosos por novas histórias.
Agora, quase treze anos depois do lançamento do Episódio 1, percebo que o problema do filme é que ele é chato mesmo. Não tem ritmo, passa tempo demais em Tatooine, por exemplo. Porra, era só pedir ajuda para os outros jedis! Será que eles não tinham uma nave para resgatar seus companheiros? E aquela corrida de pods? Pra que 15 minutos de corrida? Totalmente dispensável. Isto sem dizer que, realmente, o garoto que faz o Anakin é mesmo sofrível, pelamordedeus, vai ser ruim assim na putaquepariu! Até a sempre ótima Natalie Portman tá ruim, sempre com aquela carinha triste.
Muitos (muitos mesmo!) reclamaram também de Jar Jar Binks, o gungan retardado que se junta a Qui Gon e a Obi Wan quando estes chegam a Naboo. Sim, ele não serve pra absolutamente nada, mas eu nunca entendi tanto ódio. Ele até que é bem engraçadinho. Tenho certeza que Tio George queria colocá-lo como um novo Chewbaca, mas, infelizmente, devido às críticas, acabou relegando o personagem ao ostracismo.
Por outro lado, George deu pouca importancia ao personagem que mais fez sucesso nesta nova Trilogia: Darth Maul. Sim, tá pra ser criado ainda um personagem tão fodástico quanto este sith zabrak. Mesmo com quase nenhuma fala ou cena relevante, Darth Maul conseguiu carregar o filme nas costas e o momento em que ele liga seu sabre de luz duplo é antológico. Mas, por razões que a própria razão desconhece, a anta do George Lucas decidiu matar o personagem no final, só pra colocar aquela porra do Conde Dookan como o aprendiz de Darth Sidious no segundo (ou quinto) filme. Pelo menos parece que George se arrependeu e ressuscitou Darth Maul na ótima série The Clone Wars, que passa no Cartoon Network. E o personagem voltou bem mais falastrão e meio louco até, com pernas robóticas e tudo. Bem legal.
O fato é que George perdeu uma ótima oportunidade de fazer um grande filme. Criou uma história complexa sobre crises políticas, mentiras e ascensão ao poder, mas perdeu tempo precioso com cenas e situações inúteis, como a passagem pela cidade submersa de Gungan City e a já citada passagem por Tatooine. Sim, eles precisavam encontrar Anakin, mas não precisava demorar tanto para isso. Até parece que um jedi não conseguiria levar a criança dali sem ter que recorrer a uma aposta idiota com Watto. E como não levaram também a mãe dele? Tiraram o filho dela e ainda deixaram a coitada continuar sendo escrava naquele deserto da porra. Eu teria virado sith.
E que idiotice é aquela da Rainha Amidála usar uma dublê para não ser morta ou sequestrada? Tudo bem que este artifício poderia ser útil em alguns momentos, mas como, em nome de Jesus, a dublê vestida de Rainha manda a verdadeira Rainha limpar o R2D2? Que disfarce é este meu Deus? Por que nem os jedis podiam saber quem ela era? Só pra ter uma surpresinha no final?