Ontem, 01 de Março de 2010, minha cachorra Paty morreu.
Estava velha já, tadinha, devia ter uns 15 ou 16 anos, idade avançada para um cão.
Recebi a notícia pela minha mãe, que disse ter chorado muito, já que Paty morreu em seus braços.
Após desligar o telefone e ir para a cama, fiquei refletindo sobre a vida de Paty, lembrando dos momentos bons que passei com ela e sobre como a deixei de lado em detrimento de novos cães.
Sempre tive muitos cães. Gostar deles é algo de família. Paty não foi a primeira cachorra que eu vi morrer, mas sua morte foi mais dolorida porque eu já não dava a atenção que ela merecia receber, depois de tantos anos dedicado a mim e a minha família.
Tinha 12 anos quando a encontrei, filhotinha, perdida na frente da gráfica do meu pai. Na verdade, meu pai a encontrou e ligou dizendo que tinha uma cachorrinha lá. Fui ver e me apaixonei, como aliás, acontece com praticamente todo animal que vejo. Levei Paty para casa e ali ela ficou por longos 16 anos.
Mas a Paty cresceu e, infelizmente, quando os cachorros crescem, arrumamos outros mais novos. Paty foi ficando de lado na casa. Mesmo assim, eu sempre arrumava um tempinho de fazer um carinho nela, de olhar naqueles olhinhos brilhantes (droga, estou chorando no serviço).
Paty se foi e eu não estava lá para olhar em seus olhos uma última vez. Estou com uma cachorrinha nova em casa, chama-se Daphne e é linda, tem só 28 dias e dorme comigo na cama. Espero não cometer com ela os mesmo erros que cometi com Paty.
Minha esperança é que haja sim, um céu para cachorros, onde um dia eu possa reencontrar essa minha companheira tão querida, que me fez tão feliz.
Paty, vai com Deus viu. Te amo.
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