Domingo fui assistir ao filme 2012. Para quem gosta de destruição, catástrofes e efeitos especiais o filme é ótimo. Eu mesmo adorei o filme. É absolutamente espetacular e os efeitos especiais são de encher os olhos e dar um nó na cabeça. Roland Emmerich se superou. O problema é o roteiro...
Embora conte com partes bem emocionantes, o filme comete o erro de usar a mesma história do recente Guerra dos Mundos de Spielberg: a velha e batida história do pai divorciado que tenta reconquistar o carinho e o respeito dos filhos que vivem com a mãe e com o padrasto bem sucedido. Até a antipatia que o filho sente pelo pai é idêntica! Quanta falta de imaginação! Será que não dava para criar uma história melhor não?
Aliás, o grande problema do filme reside justamente nas partes em que essas pessoas comuns aparecem. Querendo dar algo para que o público pudesse se identificar, o diretor acabou dando ao público algo para rir ou para odiar. As situações pelas quais essa família passa são absurdas. Desde a fuga de Los Angeles numa limousine que mais parece ser a Super Máquina, até a fuga espetacular em um avião de carga que chega a bater na ponta da Torre Eiffel (?), tudo parece absurdo demais, pura marmelada. Simplesmente não dá para se identificar com pessoas que dirigem tão bem assim!!!
Embora conte com partes bem emocionantes, o filme comete o erro de usar a mesma história do recente Guerra dos Mundos de Spielberg: a velha e batida história do pai divorciado que tenta reconquistar o carinho e o respeito dos filhos que vivem com a mãe e com o padrasto bem sucedido. Até a antipatia que o filho sente pelo pai é idêntica! Quanta falta de imaginação! Será que não dava para criar uma história melhor não?
Aliás, o grande problema do filme reside justamente nas partes em que essas pessoas comuns aparecem. Querendo dar algo para que o público pudesse se identificar, o diretor acabou dando ao público algo para rir ou para odiar. As situações pelas quais essa família passa são absurdas. Desde a fuga de Los Angeles numa limousine que mais parece ser a Super Máquina, até a fuga espetacular em um avião de carga que chega a bater na ponta da Torre Eiffel (?), tudo parece absurdo demais, pura marmelada. Simplesmente não dá para se identificar com pessoas que dirigem tão bem assim!!!
Na minha opinião, o filme deveria ter deixado de lado essa história familiar para se focar mais nos cientistas, nos homens poderosos e nas suas atitudes. O personagem de Chiwetel Ejiofor (?), um geólogo ético que não aceita o fato das pessoas comuns serem largadas à própria sorte, deveria ter sido muito melhor explorado. A filha do presidente também é uma personagem que tinha muito mais pra dar.
Quando está focado nestes personagens, o filme trata de temas muito interessantes. Ao mesmo tempo que mostra o presidente americano (negro) como um herói que não abandona seu país, o diretor mostra o secretário de segurança dos EUA como um homem cruel que não mede esforços para se salvar, embora use a desculpa de estar salvando a humanidade. É muito interessante a cena em que todos os outros líderes mundiais (só do G8) aceitam voltar e salvar mais pessoas e o líder dos EUA se mostra irredutível em sua decisão de deixá-las morrer.
Ao mesmo tempo, o filme gera a inevitável pergunta: "Se o mundo acabasse amanhã, que se salvaria?". Infelizmente, acredito que o filme está certo ao responder esta pergunta, mostrando que só os ricos e poderosos têm uma chance de sobreviver. Cabe a eles a perpetuação da espécie, não pelo que são, mas pelo que possuem.
Mas o diretor, no final do filme, não deixa de contar uma última piada para a platéia: o único continente que restou no mundo foi justamente o mais pobre: a África!
É, os poderosos vão ter que conviver com os africanos... isto daria uma ótima continuação!
P.S.: A destruição do Cristo Redentor é rápida e sem emoção. Já a do Vaticano é linda e emocionante!

Nenhum comentário:
Postar um comentário